CONFRONTOS
LAMENTO QUE O NOSSO MÉRITO PASSE PARA
SEGUNDO PLANO
O encontro entre ADR Araújo e CRDC Santiago ficou
também marcado por um episódio menos positivo,
já após o apito final, quando os adeptos de ambas as
formações se envolveram em confrontos.
O técnico do Santiago, Sérgio Brochado, deplora o que
se passou, mas lamenta mais ainda que o episódio desvalorize
o mérito da sua equipa nesta conquista. “Nada
justifica o que se passou, até porque foi um jogo correcto.
Penso que foi tudo um grande mal-entendido, que tomou maiores
proporções quando da entrada de um indivíduo
que começou a bater a tudo o que se mexia. No entanto,
não considero que as coisas fossem tão más
como as querem «pintar» e lamento mesmo que tudo isto
desvalorize uma conquista meritória alcançada no
terreno de jogo. Não queiram fazer de nós
«hooligans», nem fazer daquilo o que não foi,
até porque, embora seja sempre de evitar e de criticar,
não foi nada que já não se tenha visto aqui e
ali, e sem grandes sequelas. Não façam por
«atirar» o nosso mérito e a nossa conquista para
segundo plano, até porque o resultado (0-3) é
inequívoco e até peca por escasso”,
justifica.
O presidente do clube corrobora com a opinião do
técnico quanto à génese do problema.
“Quando os adeptos adversários viram os nossos a
entrar no campo devem ter interpretado mal, que iram fazer algo, e
também avançaram, originando toda aquela
confusão. Mas não foi nada assim tão grave
como parecem querer tornar”, garante António
Barbosa.
Araújo culpa… a AF Porto
Do lado da equipa do Araújo, o presidente António
Macedo mostra-se indignado com o que se passou. “O resultado
até se pode aceitar – não obstante as coisas
terem mudado muito da primeira para a segunda parte devido à
enorme pressão do público –, o que não
havia necessidade foi de tudo o que depois do jogo. No final todos
se cumprimentavam quando os adeptos da equipa adversária,
gente que não sabe estar no desporto, entraram em campo e
desencadearam toda aquela situação, perante a
força policial impávida e serena, à imagem do
que acontecera durante o jogo, permitindo a pressão sobre a
equipa de arbitragem dada a proximidade da bancada ao terreno de
jogo. Como isso não bastasse, a GNR abandonou as
instalações ainda antes da nossa saída do
pavilhão, o que, eventualmente, poderia levar a uma
situação bem mais drástica. Nem quero pensar
se ganhássemos”, defende o dirigente.
Sem refrear, António Macedo não tem dúvidas
quando instado a apontar o dedo aos responsáveis.
“Mais do os clubes, e talvez mesmo os adeptos, no nosso
entender a grande responsável pelo que aconteceu foi a
Associação de Futebol do Porto, que revelou uma
grande falta de sensibilidade ao marcar um jogo que deveria ser em
campo neutro para o Pavilhão de Paredes quando uma das
equipas era de Penafiel. Para além disso, o recinto
não oferece condições mínimas para um
jogo deste tipo e o resultado foi o que se viu. Por tudo o que
referi vamos fazer uma exposição à AF Porto,
embora sabendo que não vai dar em nada”,
indica.
Fonte: www.onortedesportivo.com
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