C.S.R.D.C. SANTIAGO 2 VILAR FUTSAL C.D. 1
PENAFIDELENSES CONQUISTAM II
DIVISÃO DA AF PORTO
GLÓRIA AOS DE SANTIAGO
Na II Divisão da AF Porto, o
título foi para Penafiel, conquistado pelo CRDC Santiago ao
vencer na final, disputada no Municipal de Paredes, a ADR
Araújo por 3-0, num encontro marcado por algumas
quezílias no final.
Bruno Teixeira
bruno.teixeira@onortedesportivo.com
O Centro Recreativo Desportivo Cultural Santiago é o novo
campeão da II Divisão da AF Porto, concretizando
ainda a segunda subida desde a criação da
equipa… há dois anos.
Segundo o técnico Sérgio Brochado, o desfecho
é incontestável. “Fomos superiores,
principalmente na segunda parte, pois na primeira houve algum
equilíbrio, e justificámos mesmo uma vantagem mais
dilatada. Foi um prémio merecido para uma época em
que estivemos num patamar superior, depois de uma temporada, a de
estreia, que serviu essencialmente para ganhar experiência,
até porque muitos dos jogadores vinham do futebol”.
Para o ano… nova subida. “Quando assumi a equipa
comprometi-me a deixá-la na Divisão de Honra e por
isso o nosso objectivo, como tem sido até agora,
passará por lutar pela subida”, garante, embora
reconheça que “será mais
difícil”.
Para o responsável pela secção, Armando
Vieira, o segredo está na identificação dos
jogadores com o clube e com a terra. “Iniciámos este
projecto há dois anos, formando uma equipa jovem
(média de 24 anos) e com os jogadores da terra (cerca de 75
por cento dos atletas que compõem o actual plantel
são oriundos da freguesia). Felizmente a aposta revelou-se
acertada e pretendemos seguir com essa política, o que o
comprova o facto de termos promovido dois atletas da equipa
juvenil, que vai passar agora a ser júnior. E mais dois
devem ser promovidos este ano”, regozija-se o
dirigente.
Também o presidente da colectividade rejubilou com a
vitória, muito embora reconheça que está mais
ligado às obras sociais do emblema que dirige. ”Foi um
jogo maravilhoso,que terminou com um resultado justo. Estou muito
satisfeito pela conquista, cujo mérito pertence inteiramente
às pessoas que lideram a secção, que tem toda
a autonomia para trabalhar até porque estou mais ligado
às vertentes culturais e sociais da nossa
associação. Actualmente a minha grande prioridade
é a construção de um Centro de Dia e de um lar
da terceira idade cá na terra, outra das fasquias que
pretendemos alcançar. A nível desportivo, a vontade
é repetir a façanha desta temporada já na
próxima”, indica António Barbosa.
Fonte: www.onortedesportivo.com
CONFRONTOS
LAMENTO QUE O NOSSO MÉRITO PASSE PARA
SEGUNDO PLANO
O encontro entre ADR Araújo e CRDC Santiago ficou
também marcado por um episódio menos positivo,
já após o apito final, quando os adeptos de ambas as
formações se envolveram em confrontos.
O técnico do Santiago, Sérgio Brochado, deplora o que
se passou, mas lamenta mais ainda que o episódio desvalorize
o mérito da sua equipa nesta conquista. “Nada
justifica o que se passou, até porque foi um jogo correcto.
Penso que foi tudo um grande mal-entendido, que tomou maiores
proporções quando da entrada de um indivíduo
que começou a bater a tudo o que se mexia. No entanto,
não considero que as coisas fossem tão más
como as querem «pintar» e lamento mesmo que tudo isto
desvalorize uma conquista meritória alcançada no
terreno de jogo. Não queiram fazer de nós
«hooligans», nem fazer daquilo o que não foi,
até porque, embora seja sempre de evitar e de criticar,
não foi nada que já não se tenha visto aqui e
ali, e sem grandes sequelas. Não façam por
«atirar» o nosso mérito e a nossa conquista para
segundo plano, até porque o resultado (0-3) é
inequívoco e até peca por escasso”,
justifica.
O presidente do clube corrobora com a opinião do
técnico quanto à génese do problema.
“Quando os adeptos adversários viram os nossos a
entrar no campo devem ter interpretado mal, que iram fazer algo, e
também avançaram, originando toda aquela
confusão. Mas não foi nada assim tão grave
como parecem querer tornar”, garante António
Barbosa.
Araújo culpa… a AF Porto
Do lado da equipa do Araújo, o presidente António
Macedo mostra-se indignado com o que se passou. “O resultado
até se pode aceitar – não obstante as coisas
terem mudado muito da primeira para a segunda parte devido à
enorme pressão do público –, o que não
havia necessidade foi de tudo o que depois do jogo. No final todos
se cumprimentavam quando os adeptos da equipa adversária,
gente que não sabe estar no desporto, entraram em campo e
desencadearam toda aquela situação, perante a
força policial impávida e serena, à imagem do
que acontecera durante o jogo, permitindo a pressão sobre a
equipa de arbitragem dada a proximidade da bancada ao terreno de
jogo. Como isso não bastasse, a GNR abandonou as
instalações ainda antes da nossa saída do
pavilhão, o que, eventualmente, poderia levar a uma
situação bem mais drástica. Nem quero pensar
se ganhássemos”, defende o dirigente.
Sem refrear, António Macedo não tem dúvidas
quando instado a apontar o dedo aos responsáveis.
“Mais do os clubes, e talvez mesmo os adeptos, no nosso
entender a grande responsável pelo que aconteceu foi a
Associação de Futebol do Porto, que revelou uma
grande falta de sensibilidade ao marcar um jogo que deveria ser em
campo neutro para o Pavilhão de Paredes quando uma das
equipas era de Penafiel. Para além disso, o recinto
não oferece condições mínimas para um
jogo deste tipo e o resultado foi o que se viu. Por tudo o que
referi vamos fazer uma exposição à AF Porto,
embora sabendo que não vai dar em nada”,
indica.
Fonte: www.onortedesportivo.com
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